Alexandre Pato virou sócio de clube. O ex-atacante, hoje com 37 anos, integra o grupo de investidores da Sports Alpha Capital, que assumiu o controle do Northampton Town, da League Two, quarta divisão inglesa. A operação foi aprovada pela EFL e pelo Regulador Independente do Futebol em 4 de setembro, e os detalhes estão no MKT Esportivo.
O valor não foi divulgado, e é justamente esse o dado que falta para medir a operação. O que dá para medir é o ativo. O Northampton foi rebaixado na temporada passada, ocupa a 18ª colocação e reportou prejuízo de 3 milhões de libras em abril. É clube barato porque é clube com problema, que é o perfil exato que gestoras de nicho procuram no futebol inglês.
A tese por trás dessas compras é conhecida. A quarta divisão inglesa custa uma fração do que custa a Championship e dá acesso ao mesmo ecossistema: distribuição de receita da EFL, mercado de transferências líquido, estádio próprio e valorização caso venha o acesso. O risco também é conhecido, porque o acesso pode não vir, e sem ele o prejuízo é recorrente e o ativo trava.
Pato ocupa cadeira no conselho administrativo da gestora, não uma função executiva no clube. É o formato usual quando o ex-jogador entra como capital de reputação: abre porta comercial, ajuda em captação e vira ativo de marca no mercado brasileiro, sem responder pela operação diária.
O que observar é o primeiro balanço sob nova gestão e o tamanho da folha da próxima temporada. Em clube de League Two, é a folha que decide se a conta fecha, não a bilheteria.
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