Líder isolado do Brasileirão, o Palmeiras voltou da pausa da Copa do Mundo com um cenário que Abel Ferreira classifica como um ótimo problema. O ataque, antes concentrado em Flaco López e Vitor Roque, ganhou peso com a boa fase de outros nomes.
Nos quatro jogos desde a retomada, incluindo a derrota para o Atlético-MG, o trio Jhon Arias, Mauricio e Sosa participou de pelo menos um gol em cada partida, seja finalizando, seja dando o passe. Contra o Fortaleza, pela Copa do Brasil, Flaco voltou a balançar a rede e reforçou a ideia de abundância na frente. Foi a primeira vez que Abel teve Allan, Mauricio, Arias, Sosa, Vitor Roque, Flaco e Paulinho juntos à disposição.
O treinador não escondeu o gosto pela disputa. Para ele, gerir tantos nomes de peso é tarefa facilitada pela cultura construída em cinco anos de trabalho, apoiada em meritocracia e no que chama de competição interna. O recado foi claro: são 30 atletas, e apenas 11 jogam.
Abel também deixou explícito o tipo de atacante que valoriza. Ele disse não gostar de jogadores que atuam pela metade e cumprem apenas a fase ofensiva, e citou a Espanha campeã da Copa como inspiração de equipe que defende com todos. Flaco, Roque, Sosa e Mauricio entram nessa conta.
Sobre a dupla de área, o português evitou cravar prazo para Flaco e Roque voltarem a atuar juntos, mas avisou que precisará dos quatro num calendário cheio. Arias, autor de um gol contra o Fortaleza, foi elogiado pela capacidade de jogar entre linhas.
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Foto: Jhony Inacio/Agência Enquadrar/Folhapress




