A cobrança pública de Abel Ferreira sobre Vitor Roque não é impressão de treinador irritado com empate. Os números do atacante em 2026 explicam a bronca melhor do que qualquer declaração.
Neste ano, Vitor Roque soma 7 gols e 1 assistência em 29 jogos, sendo 18 como titular. Precisa de 186 minutos para participar de um gol. Finaliza 1,8 vez por partida, com 0,8 no alvo, e converte 20% das chances claras que aparecem para ele. Em 2025, foram 20 gols e 5 assistências em 56 jogos, com 153 minutos por participação, 2,3 finalizações por jogo e 50% de aproveitamento em chances claras. Os dados completos estão no Lance!.
O detalhe que interessa não é o total de gols, é a pontaria. A precisão dele se manteve praticamente igual: 43% neste ano contra 42% no anterior. O que despencou foi a conversão nas situações limpas, de 50% para 20%. Ou seja, o problema não é que Vitor Roque chuta pior, é que ele desperdiça justamente o que antes transformava em gol.
O contexto agrava. O Palmeiras empatou com o Mirassol na rodada, terminou com um a menos e viu o Flamengo encostar. São 52 pontos contra 48 do rival, que ainda tem um jogo atrasado para disputar.
Numa reta final assim, quatro pontos de vantagem valem menos do que a capacidade de resolver jogo travado. É exatamente essa função que o centroavante titular deveria cumprir, e é aí que os números dizem que o Palmeiras está pagando caro.
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress




