Clássico que termina empatado costuma frustrar. Esse não. Cruzeiro e Atlético empataram por 1 a 1 no Mineirão, na ida das quartas de final da Copa do Brasil, e os dois gols foram de bola parada nenhuma, chute nenhum de dentro da área.
Keny Arroyo abriu aos 14 do segundo tempo com mais um petardo de fora, repetindo o cartão de visitas que virou rotina na temporada. Renan Lodi respondeu dez minutos depois, em ângulo fechado, do jeito que só entra quando o jogador decide arriscar. O relato completo está na Rádio Itatiaia.
A conta que sobra é toda do Atlético. A volta é dia 1º de setembro, às 21h, na Arena MRV, e o mando pesa: qualquer vitória simples classifica o Galo, e novo empate leva para os pênaltis. O Cruzeiro precisa vencer ou empatar com gols acima de 1 a 1 para avançar sem sorteio de moeda.
O problema para o time da casa na volta é que o Cruzeiro mostrou no Mineirão que consegue produzir sem depender de campo aberto. Arroyo resolvendo de longe é o tipo de recurso que não some com marcação por zona, e é exatamente o que costuma decidir jogo de mata-mata equilibrado.
Quem passar pega Internacional ou Grêmio, que se enfrentam na quinta no Beira-Rio. A premiação por chegar à semifinal é de R$ 9 milhões, mais que o dobro do que os oito times embolsaram para entrar nesta fase.
Antes disso, os dois voltam ao Brasileirão no fim de semana. O Atlético recebe o Vitória no sábado, o Cruzeiro visita o Vasco no mesmo dia. Semana de calendário cheio para quem ainda briga em três frentes.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro




