Kaio Jorge levou as manchetes no domingo com três gols na Arena do Grêmio. Duas das assistências daquela virada por 4 a 2 foram de Matheus Pereira, e isso diz muito sobre como o Cruzeiro funciona em 2026.
Os números do meia, levantados pelo No Ataque, mostram a melhor temporada dele com a camisa celeste. São 14 gols em 51 jogos, o dobro dos 7 marcados em todo o ano passado. Nove saíram no Brasileirão, quatro na Libertadores e um no Mineiro. Na Libertadores, ele é o artilheiro do Cruzeiro.
As assistências também subiram: são 10, contra 9 em 2025. É a quinta vez em 13 temporadas de carreira que ele chega a esse patamar. Somando gols e passes, são 24 participações diretas. Mais uma e ele atinge 25 pela terceira vez na carreira.
O dado que melhor explica o momento é o recorte recente. Em dez jogos, foram oito participações em gols, com gols em três partidas seguidas, contra Vitória, Santos e Athletico.
Há ainda o peso físico. Matheus Pereira é quem mais jogou no elenco: 51 partidas, 48 como titular, 4.253 minutos. Aos 30 anos, é carga de jogador que o técnico não tira nem quando a tabela aperta.
A leitura tática é simples. Com Kaio Jorge vivendo fase de artilheiro, o Cruzeiro tem um finalizador que ataca o espaço e um criador que encontra esse espaço. Os gols do meia vêm de chegada, os passes vêm de pausa. Quando os dois funcionam no mesmo jogo, como em Porto Alegre, o time vira até partida que estava perdida.
De volta ao G4, o Cruzeiro entra numa reta final com sequência de jogos em Belo Horizonte, incluindo um clássico na Arena MRV. A dependência de Matheus Pereira é ativo e risco ao mesmo tempo: qualquer desgaste dele muda o time inteiro.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro




