A nova regra da CBF não muda nada agora. Muda tudo em janeiro de 2027, e alguns elencos já estão montados do lado errado dela.
Os clubes aprovaram a redução gradual do limite de estrangeiros por equipe em cada jogo. Serão oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. O levantamento com a lista do Grêmio está na Rádio Itatiaia.
O Grêmio tem hoje 11 estrangeiros, acima do limite atual de nove, e divide com o Athletico-PR a segunda posição entre os elencos mais internacionais da Série A. A lista tem Fabián Balbuena, Walter Kannemann, Juan Nardoni, Erick Noriega, Mathías Villasanti, Filip Krovinovic, Cristian Pavon, Martin Braithwaite, Francis Amuzu, Jovane Cabral e José Enamorado. Kannemann se naturalizou brasileiro em março de 2026, o que alivia a conta sem reduzir a lista.
O efeito prático é de planejamento, não de escalação. A regra limita quantos entram em campo por jogo, então um elenco com 11 estrangeiros e teto de oito passa a carregar peças que custam salário e não podem ser usadas juntas. Isso encarece o banco e reduz a margem de manobra do treinador quando aparece suspensão ou lesão.
Para um clube que ainda está no Z4 e chega à pausa depois do 0 a 0 com o Palmeiras na Arena, a conversa soa distante. Não é. Qualquer renovação assinada agora já atravessa 2027, e o mercado do fim do ano é o último em que dá para corrigir a proporção sem prejuízo.
O que observar é a janela de dezembro. Quem tiver estrangeiro fora do teto e contrato longo vai precisar vender, emprestar ou conviver com o custo. É o tipo de decisão que aparece no balanço antes de aparecer no campo.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio




