Quando o zagueiro titular diz em rede nacional que o campo está impraticável, o assunto deixou de ser detalhe de transmissão.
O Flamengo empatou em 1 a 1 com o Independiente del Valle na quarta e avançou à semifinal da Libertadores pelo 2 a 0 construído em Quito. A classificação veio, a reclamação também. Léo Ortiz classificou o gramado do Maracanã como praticamente impraticável e admitiu que às vezes é preciso dar razão a quem defende o sintético. Arrascaeta, autor do gol de empate, disse que o campo está cada vez pior e que o time terá de procurar uma solução se quiser ser campeão. O goleiro Rossi chamou a situação de inacreditável. Leonardo Jardim resumiu em uma frase: o gramado não ajudou. As falas estão no Lance!.
A defesa da administração é aritmética. O CEO Fred Nantes atribui a degradação ao volume de jogos: até 30 de setembro o estádio terá recebido 58 partidas em 2026, o dobro do que registram outros estádios da Série A. Dois clubes grandes dividindo o mesmo gramado, mais shows e eventos, e não existe grama que se recupere nesse intervalo.
O que muda a conversa é o que vem pela frente. A volta da semifinal contra o Estudiantes está marcada para a semana de 20 de outubro, no próprio Maracanã, e até lá são mais rodadas de Brasileirão no mesmo tapete.
Antes disso o time recebe o Red Bull Bragantino no domingo. O ponto a observar não é a reclamação, que já virou rotina de coletiva, e sim se a gestão do estádio corta eventos da agenda antes de outubro. É a única variável que está sob controle de alguém.
Foto: Dhavid Normando/Código19/Folhapress




