O Cruzeiro chega à reta final com elenco para brigar por Libertadores e sem saber em que formato vai fazer isso. Artur Jorge passou a Data FIFA alternando dois desenhos, o 4-4-2 com quatro meias e o 4-3-3 com três atacantes, como mostrou a Itatiaia.
O histórico recente não ajuda a decidir, porque cada sistema tem um argumento. No 4-4-2, o time venceu o Athletico-PR por 3 a 1, em 6 de setembro. Seis dias depois, com o mesmo desenho, sofreu contra o Santos e perdeu por 2 a 1, a ponto de o técnico mudar para o 4-3-3 no intervalo. O 4-3-3 ficou e veio a vitória sobre o Vitória.
A leitura mais honesta é que o 4-4-2 dá controle e tira profundidade, e o 4-3-3 faz o contrário. Quem mais sente a diferença é Keny Arroyo. O equatoriano rende mais aberto pela direita, com campo para atacar o lateral, e esse lugar só existe no esquema com três atacantes. Com quatro meias, ele vira um jogador de função, e o Cruzeiro perde o um contra um que mais desequilibra.
A tabela cobra uma definição. O time é o sexto, com 45 pontos. O Bahia, quinto, tem 46. O Fluminense, quarto, tem 48. São três pontos para a zona de classificação direta à Libertadores, e a margem para experimentar em jogo acabou.
O adversário de quarta empurra para um lado. O São Paulo vai ao Mineirão, às 21h30, com quatro lesões novas confirmadas, entre elas a do lateral-esquerdo Iago e a do goleiro Rafael. Lateral reserva de um lado do campo é argumento a favor de ponta aberto do outro.
Se Artur Jorge escalar o 4-3-3 e funcionar, o dilema acaba ali. Se voltar ao 4-4-2 em casa contra um rival remendado, é sinal de que a dúvida do técnico é maior do que a pausa conseguiu resolver.
Foto: Gustavo Martins, Gustavo Aleixo e Celo Gil/Cruzeiro




