O Atlético que terminou o primeiro turno em 13º não existe mais na tabela do returno.
Com Eduardo Domínguez, o Galo fechou a primeira metade do Brasileirão com 25 pontos, sete vitórias, quatro empates e oito derrotas. Fez 23 gols e sofreu 24, com 43,9% de aproveitamento, o 13º da liga. No returno, em oito jogos, são quatro vitórias, três empates e uma derrota, 13 gols marcados e só seis sofridos. O aproveitamento subiu para 62,5%, quarto melhor do campeonato no recorte. O levantamento é do No Ataque.
Só o Santos evoluiu mais entre um turno e outro.
O dado mais revelador está atrás. O Atlético sofria mais de um gol por jogo no primeiro turno e hoje sofre menos de um a cada partida. É a defesa, não o ataque, que sustenta a arrancada. O time passou a perder pouco, e isso num campeonato de pontos corridos vale mais que qualquer goleada.
A reportagem liga a virada a ajustes táticos e a um elenco mais estável depois da saída de Hulk para o Fluminense, em maio. É uma leitura que faz sentido: sem a referência que concentrava o jogo, o time se reorganizou de forma mais coletiva.
Na soma da temporada, o Galo tem 40 pontos, é sétimo colocado e ainda tem um jogo a menos. Com 49,3% de aproveitamento geral, está perto do grupo que briga por vaga na Libertadores, onde três lugares seguem em aberto.
A pausa da Data Fifa chega em hora ambígua. Dá descanso a um elenco que também disputa a semifinal da Sul-Americana contra o Montevideo City Torque, mas interrompe a sequência de um time que finalmente achou ritmo. O desafio de Domínguez na volta é não deixar o embalo esfriar.
Foto: Pedro Souza/Atlético




