O Boca Juniors entrou no fim de semana com um problema que não se resolve em campo. O Vélez Sarsfield protocolou um pedido de exclusão do rival da Copa Argentina, alegando descumprimento de regulamento na partida das oitavas de final.
A regra da AFA permite cinco estrangeiros relacionados por jogo. Na partida do dia 2 de setembro, que terminou 1 a 1 e foi decidida nos pênaltis a favor do Boca, o clube inscreveu seis: os colombianos Álvaro Montero e Sebastián Villa, o uruguaio Leandro Lozano, o equatoriano Enner Valencia, o chileno Carlos Palacios e o paraguaio Ángel Romero. A defesa do Boca é de que nem todos entraram em campo e que a infração, se confirmada, deveria render multa financeira, não desclassificação. O caso está detalhado no No Ataque.
O assunto interessa ao futebol brasileiro por causa da data. Na terça, dia 8, às 21h30, o São Paulo visita o Boca em Buenos Aires pelas quartas de final da Sul-Americana. Um clube que passa a semana discutindo eliminação administrativa em outra competição raramente chega a um jogo continental com o ambiente arrumado, e ambiente pesado na Bombonera funciona nos dois sentidos: pode empurrar o time ou pode transformar o primeiro erro em pressão da arquibancada.
Vale separar as coisas. A denúncia não afeta a participação do Boca na Sul-Americana, que tem regulamento próprio da Conmebol e não se comunica com o torneio argentino. O que muda é o clima, e o tempo que a diretoria vai gastar com advogados na semana de um mata-mata internacional.
O tribunal argentino ainda não marcou data para julgar o caso. O São Paulo, esse, já tem data marcada.
Foto: Juan Mabromata/AFP




