A liberação do Maracanã para Vasco x Boca Juniors durou menos de um dia. No sábado (10), a desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, anulou a decisão de sexta-feira que obrigava o Consórcio Fla-Flu a ceder o estádio. A volta da semifinal da Sul-Americana, marcada para 20 de outubro, às 21h30, está outra vez sem endereço.
O argumento central é de procedimento, não de mérito. Segundo a magistrada, o desembargador Marco Antônio Ibrahim não tinha competência para rever sozinho uma decisão ligada ao relator do caso, Alexandre de Carvalho Mesquita, que está de férias. A decisão também cita um jogo de basquete no Maracanãzinho na mesma data, Flamengo x Botafogo pelo NBB, como risco de logística e segurança. As informações são da Gazeta Esportiva e da Band.
O problema prático é o que o Vasco fez nas horas em que teve a liminar na mão. O clube abriu a venda na mesma noite e, segundo informou, passou de 45 mil ingressos. É mais gente do que cabe em São Januário ou no Nilton Santos, que os pareceres policiais citados no processo apontam como alternativa viável. Nenhuma das fontes diz o que acontece com quem já comprou. Essa é a pergunta que o clube precisa responder antes de qualquer outra.
O consórcio, formado por Flamengo e Fluminense, tinha chamado a autorização de "teratológica e juridicamente insustentável" e alega estado do gramado, calendário e operação. O Vasco tenta reverter a decisão e avalia outros estádios que atendam à Conmebol, que já tinha sido avisada do Maracanã e começado a organizar a chegada do Boca ao Rio.
O time joga a ida na terça (13), na Bombonera. Vai entrar em campo em Buenos Aires sem saber onde decide em casa, a sete dias do jogo.
Foto: Mauro Pimentel/AFP




