O Vasco fez quase tudo, menos o que importa. Empatou sem gols com o Olimpia em São Januário, na ida das oitavas da Sul-Americana, depois de uma noite de domínio absoluto que terminou em vaias.
Os números contam a história: cerca de 74% de posse de bola e 21 finalizações, sete delas no alvo, contra apenas dois chutes do time paraguaio. O problema atendeu pelo nome de Gastón Olveira. O goleiro uruguaio fez defesas decisivas em cobrança de falta de Cuiabano finalizada por Puma Rodríguez e em chute cruzado de Nuno Moreira.
As chances mais claras vieram nos minutos finais. Aos 45 do segundo tempo, Piton cruzou e Claudio Spinelli apareceu livre na cara do gol, mas pegou mal na bola e isolou. Nos acréscimos, Zuccarello ainda arriscou de longe. O detalhamento do jogo está no O Tempo.
O que preocupa não é a criação, é a finalização. David perdeu duas oportunidades limpas, Marino isolou de dentro da área aos 30 do segundo tempo e o time somou volume sem eficiência. Pedro Emanuel montou um Vasco que sabe chegar. Falta resolver.
A volta é na próxima quarta-feira, às 19h, no Defensores del Chaco, em Assunção. Vitória por qualquer placar classifica. Empate com gols também elimina o Cruz-Maltino pelo critério do gol fora, e novo 0 a 0 leva aos pênaltis. Jogar por um resultado positivo fora de casa contra um Olimpia que se defende bem e sabe contra-atacar é exatamente o tipo de tarefa que o Vasco tentou evitar em casa.
Antes, tem Santos em São Januário no domingo, às 16h, pela 23ª rodada do Brasileirão. Duelo entre dois times que precisam de pontos por razões diferentes.
Foto: Dhavid Normando/Código 19/Folhapress




