A Copa Sul-Americana fechou quase toda a chave de semifinal e o Brasil ficou com dois representantes vivos, em situações bem diferentes.
O Vasco pegou o caminho mais duro. Enfrenta o Boca Juniors com o primeiro jogo em Buenos Aires, na Bombonera, e a volta no Rio de Janeiro. Começar fora não é detalhe menor nesse confronto: significa entrar no estádio mais barulhento do continente sabendo que um resultado ruim ali transforma a volta em jogo único, em São Januário, com margem zero.
O Atlético-MG, que passou pelo Santos nos pênaltis na Arena MRV, ainda não sabe quem encontra. O adversário sai do duelo entre Cienciano, do Peru, e Montevideo City Torque, do Uruguai. Na comparação, é a chave mais acessível que sobrou na competição. Os confrontos e as datas estão na Gazeta Esportiva.
As datas importam mais do que parece neste momento do calendário. Os jogos de ida ficaram para 13 e 14 de outubro e os de volta para 20 e 21, janela grudada na reta final do Brasileirão, quando Vasco e Atlético ainda têm contas para acertar na tabela nacional.
Para os dois, a leitura é a mesma. O título continental vale vaga na Libertadores de 2027 e premiação em dólar, e nenhum dos dois está em posição confortável no campeonato para abrir mão dessa porta. Escalação e rodízio nas semanas de outubro vão dizer qual competição cada clube escolheu de verdade.
O outro dado a observar é físico. São quatro jogos decisivos em oito dias de intervalo entre ida e volta, com viagem internacional no meio, para elencos que já vêm de calendário cheio desde julho.
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG




