A passagem da Seleção pela Austrália terminou com arquibancada cheia e sem valer nada, do jeito que amistoso de outubro pede.
Cerca de 8,5 mil pessoas acompanharam o treino aberto no Suncorp Stadium, em Brisbane, antes do embarque para a Índia. Os jogadores atenderam o público, tiraram fotos e deram autógrafos. O relato é da Gazeta Esportiva.
O saldo esportivo da primeira parte da excursão foi um empate por 1 a 1 e uma vitória por 4 a 2 nos dois jogos contra os australianos. Agora vem o terceiro compromisso: a Índia, no sábado, às 11h (de Brasília), em Calcutá. A delegação viajou na quinta-feira e treina na sexta no estádio Salt Lake.
A novidade concreta está no gol. Pedro Morisco, do Coritiba, deve fazer a estreia pela Seleção. É o tipo de teste para o qual esse amistoso serve: pressão baixa e a chance de Carlo Ancelotti ver o goleiro com a camisa antes de precisar dele em jogo sério.
O problema é que jogo assim mede pouco. Morisco pode passar 90 minutos quase sem ser exigido, e a avaliação acaba sendo sobre jogo com os pés e posicionamento, não sobre defesa. Vale mais como sinal de que ele entrou no radar do que como prova.
Ancelotti não terá Raphinha, cortado por um edema muscular na parte posterior da coxa direita. Sem o capitão, o setor ofensivo abre espaço para quem veio como opção nos dois primeiros jogos.
Para os clubes, a conta é de logística. Calcutá fica do outro lado do mundo, e quem atua no sábado ainda encara a viagem de volta antes da rodada do meio da semana no Brasileirão. O Coritiba, que cedeu o goleiro, é um dos que vão olhar o relógio.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF




