A vitória de 4 a 2 sobre a Austrália cobrou a conta mais cara justamente de quem carregava a braçadeira. Raphinha foi cortado do amistoso contra a Índia depois que o exame encontrou um pequeno edema muscular na região posterior da coxa direita.
O atacante sentiu dores ainda no primeiro tempo em Brisbane. Antes disso, tinha feito o seu: bateu o pênalti, marcou e liderou o time de Carlo Ancelotti numa noite de muitas mudanças. No intervalo, deu lugar a Endrick. A confirmação do corte veio depois, como relatou a Gazeta Esportiva.
O jogo contra a Índia é no sábado, às 11h de Brasília, no Estádio Salt Lake, em Calcutá. É o último compromisso desta Data FIFA e, na prática, o último grande teste de rodízio antes de Ancelotti voltar a fechar o grupo.
Perder Raphinha num amistoso de pouco peso esportivo não muda a hierarquia da Seleção. O que muda é a leitura do treinador sobre o lado direito do ataque. Endrick ganhou 45 minutos em Brisbane e agora tende a ter mais tempo de campo, numa posição que não é exatamente a dele. É a chance de mostrar se o Brasil tem plano B quando o titular não está.
Há também o efeito no clube. Edema de grau leve costuma pedir poucos dias de cuidado, mas o calendário europeu não espera. A decisão de liberar o jogador antes do fim da janela poupa um desgaste que, numa viagem longa como a da Índia, seria difícil de justificar.
O ponto a observar é a escalação de sábado. Com a braçadeira vaga e o ataque mexido, Ancelotti vai mostrar quem enxerga como liderança dentro de campo quando o capitão não pode jogar.
Foto: Patrick Hamilton/AFP




