A Seleção Brasileira começou a semana com mais assento vazio que jogador em campo.
Apenas quatro dos 26 convocados iniciaram os trabalhos na segunda-feira em Brisbane: Douglas Santos, Estêvão, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães. Jair e Raphinha chegaram depois. A maioria se apresenta na terça, e o grupo só fica completo na quarta. O relato da chegada está no Lance!.
A conta que sobra para Carlo Ancelotti é curta. O primeiro amistoso contra a Austrália é na sexta-feira, às 7h no horário de Brasília, o que deixa o italiano com dois treinos de elenco inteiro. Depois vêm o segundo duelo com os australianos, no dia 29, e a Índia, em 3 de outubro.
O problema não é novo, é estrutural. Amistoso em setembro na Oceania significa voo longo, fuso pesado e atleta que desembarca no meio da semana de trabalho do clube. O que muda nesta janela é o objetivo. Sem eliminatória e sem Copa no horizonte imediato, a comissão usa a viagem para olhar nomes novos, e olhar nome novo com dois treinos é um teste com margem de erro alta.
Douglas Santos resumiu bem o que a comissão espera desses dias. Disse que a experiência com a Seleção vai ajudar os meninos novos, o que é a forma diplomática de dizer que o resultado importa menos do que a adaptação.
O ponto a acompanhar é a escalação de sexta. Se Ancelotti começar com o time que já conhece, a viagem terá servido de rotina. Se começar com os estreantes, é porque ele decidiu que dois treinos bastam para tirar alguma conclusão.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF


