Goleada contra o 138º do ranking da Fifa não prova muita coisa. O Brasil fez 4 a 0 na Índia no sábado, em Calcutá, e saiu do Salt Lake Stadium com o placar esperado e a mesma pergunta de antes.
Carlo Ancelotti trocou oito titulares em relação ao jogo com a Austrália e deu a primeira chance a Pedro Morisco no gol. Estêvão abriu o placar ainda no primeiro tempo, com um chute colocado de canhota. Aos 41, o mesmo Estêvão achou Pedro em profundidade para o segundo. Na volta do intervalo, Samuel Lino entrou no lugar de Vini Jr. e resolveu o resto: marcou aos 12, depois de uma roubada de bola de Douglas Luiz, e de novo nos acréscimos, em chute forte.
O relato da Agência Brasil fala em ritmo de treino. O Lance! foi mais duro: a Seleção dominou e voltou a mostrar pouca criatividade, com os dois primeiros gols facilitados por falhas do goleiro Gurpreet.
Esse é o ponto que fica. Os testes individuais deram resposta. Lino aproveitou 45 minutos melhor do que qualquer outro, Estêvão participou de dois gols e Morisco passou em branco. O coletivo, não. Contra uma defesa fechada e frágil, o time dependeu de erro do adversário para abrir o jogo.
A primeira Data FIFA depois da Copa termina com duas vitórias e um empate: 1 a 1 e 4 a 2 contra a Austrália, e agora a Índia. Os próximos amistosos são em novembro, contra Japão, no dia 14, e Singapura, no dia 17. O Japão é o primeiro adversário desse ciclo capaz de cobrar o que a Índia não cobrou.
Foto: Dibyangshu Sarkar/AFP




