O primeiro jogo do novo ciclo terminou com a Seleção correndo atrás de um adversário que, no papel, não deveria assustar. O Brasil empatou em 1 a 1 com a Austrália em Townsville e só evitou a derrota aos 49 minutos do segundo tempo.
O roteiro teve dois momentos que explicam a noite. Aos 45 do primeiro tempo, Estêvão chegou a marcar, mas o VAR chamou o árbitro e o gol foi anulado por falta de Bruno Guimarães na roubada de bola que originou a jogada. Na volta do intervalo, Nestory Irankunda cobrou falta pela direita e acertou o canto de Hugo Souza aos 23 minutos. O empate veio no último suspiro: escanteio de Raphinha, cabeçada forte de Rayan, e o goleiro Patrick Beach não conseguiu segurar. O relato do jogo está na Tribuna do Sertão.
Ancelotti usou o amistoso como laboratório. Hugo Souza e Matheuzinho, do Corinthians, começaram jogando, assim como Vitor Reis e Endrick. No ataque, o técnico juntou Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinícius Júnior. No segundo tempo entraram Pedro, Samuel Lino, Rayan, Mauro Júnior e Jair Cunha.
A leitura honesta é que a formação com quatro homens de frente produziu volume, mas pouca precisão. Um time com Vini, Raphinha e Estêvão juntos não pode depender de bola parada nos acréscimos para sair de campo sem derrota contra a Austrália. Ao mesmo tempo, é o primeiro jogo depois da eliminação para a Noruega nas oitavas da Copa, com elenco renovado e poucos treinos. Cobrar entrosamento agora seria injusto; cobrar intensidade, não.
A resposta vem rápido. Brasil e Austrália voltam a se enfrentar na terça-feira, 29, em Brisbane. Depois, a Seleção encara a Índia em Calcutá no dia 3 de outubro. São duas chances de Ancelotti mostrar que a ideia com quatro atacantes tem mais do que talento individual por trás.
Foto: Saeed Khan/AFP




