O Santos fechou com Philippe Coutinho um contrato de três meses, válido até o fim de 2026, com assinatura condicionada aos exames médicos desta sexta-feira. A informação foi publicada pelo Sportbuzz.
O dado que define a aposta é o tempo parado. Coutinho está livre desde fevereiro, quando rescindiu com o Vasco, e não entra em campo por uma partida oficial desde o dia 14 daquele mês. São sete meses sem jogo, o que significa que o Santos não está contratando um meia pronto, está contratando alguém que ainda vai precisar de semanas de trabalho físico para virar opção real.
A negociação teve empurrão de dentro. Neymar indicou o nome à diretoria e atuou nos bastidores para viabilizar o acerto, segundo a mesma apuração. Isso ajuda a explicar por que o clube aceitou o risco de forma tão rápida.
O padrão da janela santista já está claro. Rodinei, Arthur, Lima e Everton Cebolinha chegaram sob a mesma lógica: nome conhecido, contrato curto, custo concentrado em salário e não em transferência. É a montagem típica de quem precisa resolver a temporada agora e não quer amarrar folha para 2027.
O risco é conhecido e o Santos aceitou de olhos abertos. Contrato curto com jogador sem ritmo costuma render um mês de recondicionamento e dois de aproveitamento, na melhor das hipóteses. Se Coutinho ficar pronto só em outubro, sobram poucas rodadas para ele mudar alguma coisa.
O que observar a seguir é a inscrição. O Santos precisa acomodar mais um nome na lista do Brasileirão e definir quem sai dela, porque o limite não estica só porque o elenco cresceu.
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