A conta do Remo é fácil de ler: 23 pontos, vice-lanterna e sete rodadas sem vencer. Léo Condé pagou por ela nesta segunda-feira.
A demissão veio no dia seguinte à derrota para o Bahia em Salvador, a quarta consecutiva do time na Série A. O balanço da passagem também não ajudava: 30 partidas, 8 vitórias, 7 empates e 15 derrotas, aproveitamento de 33,3%, além da eliminação na Copa do Brasil diante do Santos. Os números da saída estão na CNN Brasil.
O que pesa aqui não é o aproveitamento isolado, que para um clube recém-chegado à elite não seria uma sentença. É a curva. O Remo vinha se segurando na parte de baixo com pontos arrancados em casa e perdeu esse lastro justamente na reta em que o calendário exigia jogos fora. Quatro derrotas seguidas transformam uma campanha de sobrevivência em campanha de rebaixado.
A distância também é o problema. São cinco pontos para o Grêmio, primeiro time fora da zona, e o Grêmio acabou de trocar de treinador, o que significa que a briga lá embaixo está em movimento e nenhum concorrente vai ficar parado esperando. Trocar de comando agora é aposta em choque de rendimento, não em projeto.
O clube não anunciou substituto e inicia a busca com a temporada em andamento, o pior cenário possível para escolher. O ponto a observar é quem chega e quanto tempo esse treinador terá: um interino que segure duas rodadas resolve pouco quando faltam onze e o time precisa de uma sequência inteira de vitórias para voltar à discussão.
Foto: Reprodução/Instagram @leonardoconde.treinador




