Quito quase cobrou o preço de sempre. O Palmeiras esteve a poucos minutos da semifinal da Libertadores com o jogo sob controle, levou dois gols no fim e só se classificou porque a série de pênaltis foi mais generosa que o tempo normal.
O roteiro começou do jeito planejado. Marlon Freitas abriu aos 9 minutos, Segovia empatou aos 14 e Vitor Roque recolocou o Palmeiras na frente aos 27 do segundo tempo. Com a vantagem construída em São Paulo, a vaga estava encaminhada. Aí apareceu Estrada, que marcou aos 45 e aos 47, virou o jogo para 3 a 2 e igualou o agregado em 3 a 3.
Nos pênaltis a LDU desperdiçou duas cobranças, com Lucas Rodríguez e Segovia. O Palmeiras errou apenas uma, com Lucas Evangelista, e fechou em 4 a 3 na batida de Felipe Anderson. O relato completo do jogo está no No Ataque.
O que fica é menos confortável que o resultado. O time entregou o controle justamente no trecho em que só precisava administrar, e cedeu dois gols em dois minutos para um adversário que vinha sem criar quase nada. A altitude explica parte do desgaste, não explica a bola parada e a marcação solta nos acréscimos.
A chave agora é brasileira. O Fluminense, que segurou o agregado contra o Platense na Argentina, faz o primeiro jogo em casa, e o Palmeiras decide no Allianz Parque. É um confronto em que a vantagem do mando na volta vale menos do que o histórico sugere, porque os dois times sabem exatamente como o outro joga.
Antes disso vem o Brasileirão. O Verdão visita o Grêmio no domingo, às 11h, três dias depois de uma decisão por pênaltis na altitude, e com um adversário que acabou de perder em casa e está colado na zona de rebaixamento.
Foto: PRADO VITERI / AFP




