Lionel Messi saiu da seleção argentina do jeito que passou por ela: participando de todos os gols.
A Argentina venceu Benin por 3 a 0 na noite de terça-feira, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no jogo que marcou a despedida do camisa 10. Messi deu duas assistências e fez o terceiro, de pênalti. O relato é do No Ataque.
Os gols saíram todos no segundo tempo. Otamendi abriu o placar depois de escanteio cobrado por Messi. Nico Paz fez o segundo aos 16 minutos, também em passe do capitão. Aos 25, Messi converteu a penalidade e fechou a conta. No minuto 10 do primeiro tempo, o estádio parou para homenageá-lo.
A noite teve um segundo adeus. Otamendi, autor do primeiro gol, também fez sua última partida pela seleção.
Os números finais de Messi pela Argentina são 207 jogos, 126 gols e 70 assistências. Ele é o jogador que mais vestiu a camisa e o maior artilheiro da história da seleção. A trajetória começou em 2005, aos 18 anos, com uma expulsão aos 92 segundos da estreia. Terminou com uma Copa do Mundo (2022), duas Copas América (2021 e 2024) e a Finalíssima de 2022.
O que fica para a Argentina é um problema que nenhum título resolve. A geração campeã perde de uma vez o seu melhor jogador e um dos líderes da defesa. Nico Paz, que marcou na despedida, é um dos nomes da fila, mas substituir função é diferente de substituir peso.
Para o Brasil, a consequência é de calendário. O próximo clássico oficial entre as duas seleções será o primeiro em duas décadas sem a possibilidade de Messi do outro lado. O rival continua forte, só que deixa de ter o jogador que decidia sozinho.
Foto: Luis Robayo/AFP




