O Fluminense perdeu o primeiro jogo da semifinal, mas saiu do Maracanã com uma frase que resume o estado de espírito do vestiário. "Depois desse gol do Wesley a gente acredita mais", disse Marcão depois do 2 a 1 para o Palmeiras.
O técnico não escondeu o tamanho do tropeço. "É lógico que é o resultado que nunca queremos, perder em casa", reconheceu, segundo o Metrópoles. Mas o diagnóstico dele foi menos sobre o placar e mais sobre o adversário: "Eles acharam uma maneira de jogar segura e tá dando certo".
É aí que mora o problema tricolor. Marcão citou quase 70% de posse e presença constante no último terço. Os números confirmam o domínio territorial, mas também mostram o limite. O Fluminense rodou a bola, cruzou muito e finalizou pouco com real perigo, enquanto o Palmeiras precisou de duas transições para resolver.
Por isso a principal pista que o treinador deu para a volta é estrutural. Ele falou em mudar o desenho, com dois volantes a mais no meio. A ideia faz sentido: proteger a saída de bola e cortar na origem os contra-ataques que decidiram a ida. O custo é óbvio, porque menos gente na frente num jogo em que o Fluminense precisa marcar.
A conta ficou assim: vitória por um gol de diferença no Nubank Parque leva aos pênaltis, e por dois ou mais classifica direto. O gol de Wesley Natã nos acréscimos foi exatamente o que tirou a necessidade de três.
Antes disso tem Brasileirão. O Fluminense recebe o Santos no sábado, 18, no Maracanã, pela 31ª rodada. É o último teste antes da viagem a São Paulo e a primeira chance de ver se a mudança no meio sai do discurso.
Foto: Ruano Carneiro/Getty Images




