Demitir o técnico é a parte rápida. Colocar o substituto no banco, no Grêmio desta semana, virou questão de burocracia.
Um dia depois da saída de Luís Castro, o clube iniciou os trâmites para registrar Luiz Felipe Scolari no BID da CBF. Felipão ocupa o cargo de coordenador técnico e não estava inscrito como treinador, condição necessária para comandar a equipe contra o Botafogo na quarta-feira (16), no Rio. A tendência é que o registro saia a tempo, segundo o Portal do Gremista.
O movimento diz mais sobre o estado do clube do que sobre o treinador. O Grêmio chegou a esta altura da temporada com 28 pontos, dividindo a faixa mais perigosa da tabela com Vasco e Internacional, e recorre a quem já está dentro de casa porque não há tempo de buscar fora. Felipão assume de forma interina, num cargo que ele aceitou justamente para ficar longe do dia a dia do vestiário.
O calendário não dá folga. Botafogo fora na quarta, e um adversário que também trocou de comando na mesma semana e também briga para não afundar. É um jogo entre dois times em reforma, decidido provavelmente por quem errar menos.
O que observar a partir de agora é se o clube trata Felipão como solução de dez dias ou como técnico até o fim do Brasileirão. A diferença muda o tipo de contratação que o Grêmio vai buscar em outubro, e muda também o que ele pode cobrar do elenco nas próximas três rodadas.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio




