O Grêmio não esperou a segunda-feira. No domingo, um dia depois de perder de virada para o Vasco na Arena, a diretoria demitiu Luís Castro e entregou o time a Luiz Felipe Scolari, que era coordenador técnico do clube.
Os números da passagem ajudam a entender a decisão. Foram 50 jogos, com 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, 47% de aproveitamento, 66 gols marcados e 51 sofridos. O dado mais duro não é o aproveitamento geral, é o recorte: o Grêmio não venceu como visitante nas 26 primeiras rodadas do Brasileirão. Toda a comissão saiu junto, incluindo auxiliares, preparador de goleiros, analista e preparadores físicos, segundo o Sportbuzz.
A situação na tabela é o que transforma uma sequência ruim em emergência. O Grêmio fechou o fim de semana com 28 pontos, a mesma pontuação do Vasco. Com o empate do Mirassol algumas horas depois, que levou o time paulista a 29, a fronteira do rebaixamento passou a cortar exatamente ali.
Felipão assume para o jogo contra o Botafogo, na quarta-feira. A diretoria busca um nome definitivo e, segundo apurou o Sportbuzz, Renato Portaluppi aparece como principal candidato.
O ponto que a troca não resolve sozinha é o de fora de casa. Um time que não venceu como visitante em 26 rodadas tem um problema de estrutura, não de discurso de vestiário. O primeiro teste vem já na quarta, e é justamente fora.
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