O Fluminense tinha 90 minutos para resolver a vida em casa e não resolveu. O 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, nesta terça, no Maracanã, deixa as oitavas da Libertadores completamente abertas e joga toda a pressão para o jogo de volta, em Mendoza.
O roteiro foi ingrato. Os argentinos chegaram bem cedo, com Maximiliano Salas obrigando Fábio a trabalhar logo aos três minutos, e mostraram que não vieram só para se defender. O Tricolor demorou a encaixar. Arana e Guga arriscaram de longe sem sucesso, e o primeiro tempo terminou com mais sustos do que chances claras.
Zubeldía mexeu no intervalo e a partida mudou de cara. Lucho Acosta e Canobbio entraram, o Fluminense empurrou o adversário para trás e passou a rondar a área. Só que rondar não é finalizar. Ganso cabeceou na pequena área após cruzamento de Savarino e parou no goleiro. Cano tentou depois de escanteio e a defesa argentina bloqueou. Savarino ainda arriscou de fora aos 87. Tudo defendido.
O jogo também foi truncado. Arana precisou de atendimento médico e saiu para a entrada de Renê. Bottari, do lado argentino, também caiu. Nonato levou amarelo por uma entrada dura. Foram muitas paradas para um time que precisava de ritmo.
A conta agora é simples e desconfortável. Quem vencer na Argentina, no dia 18, vai às quartas. Novo empate leva a decisão para os pênaltis. E o Fluminense chega a esse duelo vivendo momento irregular também no Brasileirão, onde acumula uma sequência sem vitórias e vê o G4 ameaçado.
Jogar por um resultado fora de casa nunca foi o plano. Mas foi o que sobrou depois de uma noite em que o Maracanã lotou e o placar não saiu do zero.
Fonte: Terra
Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C.




