Existe classificação que se constrói e existe classificação que se resiste. A do Fluminense na Libertadores foi do segundo tipo.
O jogo em Mendoza terminou 1 a 1. Serna abriu para o time carioca e o Independiente Rivadavia empatou aos 45 minutos do segundo tempo, de pênalti, depois de o VAR chamar o árbitro para rever uma finalização de Studer que bateu na mão de Ignácio. Antes disso, aos 9 da etapa final, Canobbio já havia sido expulso por falta em Fernández. O relato completo está no Lance!.
Ou seja: quase quarenta minutos com um a menos, o empate sofrido no último lance e a sensação de que o roteiro tinha virado contra. Nos pênaltis, Fábio pegou duas cobranças e o Fluminense venceu por 5 a 4.
A leitura que sobra é sobre o goleiro. Aos 45 anos, Fábio segue sendo o jogador que o Fluminense mais aciona quando o plano de jogo desmorona, e isso é ao mesmo tempo um patrimônio e um alerta. Nenhuma equipe deveria depender tanto de decisão individual em uma competição de mata-mata longo, porque a conta chega em algum momento.
O ponto tático a corrigir é a bola parada defensiva e a gestão dos minutos finais. Sofrer o empate no último lance de um jogo controlado por boa parte do tempo é o tipo de detalhe que elimina nas quartas.
O próximo adversário sai de Coquimbo Unido e Platense, que se enfrentam nesta quarta-feira. Nenhum dos dois assusta no papel, o que transforma a chave do Fluminense em uma oportunidade rara de chegar longe. Vale olhar também para a suspensão de Canobbio, que tira uma das saídas de bola do time no jogo de ida das quartas.
Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC




