Existe vantagem que se constrói em dez minutos e se administra pelo resto da noite. Foi o que o Fluminense fez no Maracanã, na ida das quartas da Libertadores, ao bater o Platense por 2 a 0.
Os dois gols saíram num intervalo curto. Aos 20 minutos, Hulk recebeu de Soteldo, achou Nonato em velocidade e o meia entrou na área para bater no canto. Dez minutos depois, Ganso enfiou a bola nas costas da zaga e Hulk finalizou colocado. O relato completo do jogo está no No Ataque.
O segundo tempo foi outra coisa. O Fluminense recuou, deu a bola ao adversário argentino e passou a apostar no contra-ataque. Sepúlveda cabeceou para o Platense, Cano teve a chance de matar o confronto e parou no goleiro Cozzani. Ficou o 2 a 0, que é bom, mas não é definitivo.
A conta para a volta ficou confortável e não folgada. Com dois gols de vantagem, o Fluminense pode perder por um e ainda assim avança. Derrota por dois leva a decisão para os pênaltis. Qualquer resultado pior elimina o time carioca.
O detalhe que pesa é o palco. O jogo de volta é no dia 15, às 19h, no estádio do Platense, em Vicente López, na região metropolitana de Buenos Aires. Campo apertado, torcida em cima, adversário que não tem nada a perder e precisa se expor. É exatamente o cenário em que o Fluminense costuma encontrar espaço para o contra-ataque, e também o cenário em que uma bola parada mal defendida vira problema.
Antes disso, o time volta as atenções para o Brasileirão. A semana decide se o 2 a 0 do Maracanã foi um bom começo ou um susto adiado.
Foto: Divulgação/Fluminense




