A disputa pelo Maracanã saiu do tribunal e virou queda de braço institucional.
Depois de a Justiça negar a liminar pedida pelo Vasco, o Ministério Público do Rio entrou na história. O Gaedest, grupo do MPRJ voltado ao desporto e à defesa do torcedor, recomendou ao consórcio Fla-Flu, que administra o estádio, que ceda o Maracanã para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro, às 21h30. O prazo para resposta é de 48 horas, segundo o Lance!.
O Flamengo respondeu com nota oficial. O clube contesta que caiba ao MP interferir na definição do local de uma partida e pergunta "com base em qual competência técnica o Ministério Público pretende desconsiderar esses laudos", numa referência aos pareceres que embasam a negativa do consórcio.
Vale separar o que é fato do que é pressão. Recomendação não é ordem judicial. O consórcio pode recusar, e nesse caso o caminho da Promotoria seria uma ação própria, com o calendário correndo contra. O que a recomendação muda é o custo político de dizer não, porque a Polícia Militar já havia dado aval ao uso do Maracanã por segurança e mobilidade.
O problema do Vasco é de regulamento. A Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil lugares em semifinal de Sul-Americana, e São Januário não chega a isso. Sem o Maracanã, o clube precisa de outro estádio para o maior jogo da sua temporada.
O relógio é o dado central. O prazo de 48 horas vence ainda nesta semana, e faltam menos de duas semanas para o jogo. Cada dia sem definição é um dia a menos para vender ingresso e montar operação. Quem decide primeiro, o consórcio ou um juiz, define onde o Vasco joga.
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