Quando um clube brasileiro chega a Quito com três dias de antecedência, o adversário deixou de ser apenas o time da casa. O Flamengo desembarcou na capital equatoriana na segunda-feira para enfrentar o Independiente del Valle na quinta, pela ida das quartas de final da Libertadores.
A antecedência é estratégia. A Folha de Curitiba aponta que a delegação se organiza para se adaptar aos cerca de 2.800 metros acima do nível do mar, altura em que a bola corre mais, o jogador se recupera pior entre os sprints e o segundo tempo costuma virar outra partida.
Segundo o mesmo veículo, o elenco chega desfalcado. Alex Sandro e Evertton Araújo estão lesionados, e Everton Cebolinha aparece em negociação com o Krasnodar. Gonzalo Plata, por outro lado, deve voltar depois de uma conversa frustrada com o Dínamo Moscou, o que devolve uma opção de velocidade justamente onde o time mais vai precisar.
O momento é o melhor possível. O Flamengo venceu o Remo no Mangueirão com gol de Samuel Lino e assumiu a liderança do Brasileirão no fim de semana, aproveitando o empate do Palmeiras com o Botafogo.
A leitura da ida é conservadora por natureza. Quem joga fora na altitude costuma administrar, segurar o placar e levar a decisão para casa, e a volta acontece no dia 17, no Maracanã. Empate em Quito já é um bom negócio. Derrota por um gol ainda é administrável.
O que observar na quinta são os primeiros 20 minutos. É nesse trecho que os times equatorianos tentam resolver o jogo, e é nele que o visitante ainda não sente a altitude no corpo.
Foto: Folha de Curitiba




