Tem empate que se comemora pelo placar e se esquece pelo jogo. O Flamengo saiu de La Plata com um 0 a 0 contra o Estudiantes na ida da semifinal da Libertadores, mas passou a noite inteira se defendendo.
O roteiro começou cedo. Aos 2 minutos, Baltasar Rodríguez arriscou de fora da área e Rossi precisou de duas tentativas para segurar a bola. Aos 32, Léo Ortiz errou o corte depois de um cruzamento, Tiago Palacios finalizou e Léo Pereira tirou em cima da linha. Na reta final, Alex Sandro ainda bloqueou um chute de Santiago Núñez em escanteio. Do outro lado, o Flamengo teve mais a bola, mas não acertou nenhuma finalização no alvo, segundo o relato da Folha Estado.
Houve também um lance que vai render. No segundo tempo, Paquetá acertou o braço no rosto de Piovi e levou só o amarelo. O banco argentino pediu expulsão e o VAR paraguaio de Ulises Mereles não chamou o árbitro Juan Gabriel Benítez. A imprensa argentina, como o La Nación, tratou o lance como o momento em que o jogo poderia ter mudado.
O Flamengo chegou a La Plata sem Jorginho, Arrascaeta e Danilo, e a ausência pesou na saída de bola. Sem quem organizasse o meio, a posse virou circulação lateral, e o Estudiantes encontrou espaço para quase vinte chegadas.
A conta para a volta ficou simples. A partida decisiva é na próxima semana, no Maracanã. Vitória por qualquer placar coloca o Flamengo na final de 28 de novembro, em Montevidéu. Novo empate leva a vaga para os pênaltis.
O ponto de atenção é o mesmo que se viu na Argentina: criar. Em casa, o Estudiantes deve jogar mais recuado e o Flamengo vai ter a bola de novo. A diferença é que, desta vez, vai precisar fazer alguma coisa com ela.
Foto: Folha Estado




