Em agosto de 2018, o Flamengo caiu nas oitavas da Libertadores para o Cruzeiro. Perdeu por 2 a 0 no Maracanã, venceu por 1 a 0 no Mineirão e foi eliminado. Naquela noite, parecia mais uma frustração de um clube que passava anos longe das decisões continentais. Oito anos depois, os dois se reencontram exatamente na mesma fase, nesta quarta, às 21h30, em Belo Horizonte.
O que veio depois daquela queda mudou o tamanho do Flamengo. Em 2019 o time conquistou a Libertadores e o Brasileirão e chegou à final do Mundial. Em 2021 foi vice continental, em 2022 levantou a taça de novo e em 2025 conquistou o tetra, feito que nenhum outro brasileiro tem. A eliminação de 2018 não causou a virada, mas foi o último capítulo antes dela.
Parte daquele elenco viveu os dois momentos. Diego Alves no gol, Everton Ribeiro como referência técnica e Diego Ribas na liderança do vestiário estavam em campo na queda e no título do ano seguinte. Cuéllar também. E havia um garoto chamado Lucas Paquetá, que deixaria o clube poucos meses depois rumo à Europa.
Paquetá está de volta e reencontra justamente o adversário que marcou sua primeira passagem. Chega recuperado de lesão sofrida na Copa do Mundo, em outro status, com três gols no Brasileirão desta temporada.
O contexto atual é diferente do de 2018 em tudo. O Flamengo é o atual campeão da Libertadores, fez a melhor campanha da fase de grupos com 16 pontos em seis jogos e é o vice-líder do Brasileirão. O Cruzeiro está no G5 e vem embalado. A volta é no dia 19, no Maracanã.
Fonte: Lance!
Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.




