Artur Jorge não terceirizou a derrota do Cruzeiro para o Santos na Vila. Apontou um problema específico e assumiu a conta.
Segundo o treinador, o time não conseguiu encurtar a marcação e deixou o corredor central livre para o adversário construir. "A grande diferença para mim foi a distância com que nós permitimos os quatro meias trabalharem", disse. Sobre o ajuste que não veio, foi direto: "Chegamos sempre em compensação. Dentro das compensações, chegamos atrasados." As falas estão na íntegra no No Ataque.
A escalação virou tema da coletiva. Artur Jorge repetiu os mesmos onze da vitória anterior e rebateu a cobrança: "Jogamos com os mesmos 11 da última vitória, não sei se estavam a espera de grandes alterações." Sobre as trocas durante o jogo, explicou que uma delas teve ordem médica e que a outra foi para tirar um meia e arriscar com mais um homem à frente.
A leitura tática tem lastro no placar. Um time que chega atrasado na segunda linha de marcação sofre exatamente do jeito que o Cruzeiro sofreu, com o adversário girando a bola no meio antes de acelerar.
O Cruzeiro segue em 6º, com 42 pontos, ainda dentro do pelotão que briga por Libertadores. O próximo compromisso é dia 20, contra o Vitória, fora de casa, às 16h, pela 28ª rodada. É jogo de time que precisa pontuar longe de casa para não virar refém do returno.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro




