Philippe Coutinho foi apresentado pelo Santos na segunda-feira com um discurso que fugiu do roteiro de apresentação. Em vez de prometer títulos, explicou por que parou.
O meia de 34 anos assinou contrato até o fim de 2026. Sobre a saída do Vasco, em fevereiro, foi direto: relatou esgotamento mental e incômodo com a cobrança da torcida, sem devolver farpa. Fez questão de registrar a gratidão ao clube e lembrou que abriu mão de dinheiro para viabilizar aquela ida a São Januário, incluindo uma proposta do Catar e valores que tinha a receber do Aston Villa. A apresentação foi detalhada pelo Lance!.
A frase que resume o resto veio em seguida. Coutinho admitiu ter perdido a paixão pelo jogo e disse que se reconectou com coisas simples no período em que ficou fora. Quem contratou sabe o que está comprando: não é o jogador de 2015, é um meia que voltou a querer jogar.
Neymar foi o fiador. Procurou Coutinho logo depois da saída do Vasco e voltou à carga semanas depois, quando a proposta amadureceu. É a segunda peça de peso que o Santos monta em cima dessa influência, depois de Cebolinha, e o time vinha de três vitórias seguidas antes da rodada.
O ponto de atenção é físico. Coutinho não joga com regularidade há meses e chega no trecho mais apertado do calendário, com a Sul-Americana no meio da semana. O Santos precisa dele inteiro em outubro e novembro, não em uma entrada de vinte minutos para a foto.
Foto: Jota Erre/AGIF/Folhapress




