O Palmeiras garantiu a vaga na semifinal da Libertadores e agora precisa resolver um problema que não se ganha em campo: onde jogar.
A regra vem do regulamento da Conmebol para as fases finais. Estádio de semifinal precisa ter capacidade mínima de 30 mil lugares e reservar pelo menos 4 mil para a torcida visitante. Nas fases anteriores o piso era de 2 mil, ou seja, a exigência dobrou justamente no jogo mais caro do ano. A situação foi detalhada pelo Imirante.
O impasse não é a capacidade total, é a fatia do visitante. O Nubank Parque está autorizado hoje a receber 2 mil torcedores de fora, metade do que a semifinal exige. As saídas são três: ampliar a autorização, levar a partida para outro estádio ou fechar acordo com o adversário, porque o próprio regulamento permite que os dois clubes reduzam a carga de ingressos visitantes de comum acordo.
É aí que a decisão sai das mãos do Palmeiras. Segundo o NetFlu, o clube só deve correr atrás da ampliação se o Fluminense exigir o cumprimento da regra. O estádio da semifinal, portanto, depende menos de obra e mais de negociação entre as duas diretorias.
O Estudiantes vive o mesmo aperto do outro lado da chave. O Estádio UNO comporta 32 mil pessoas, o que cumpre o primeiro critério, mas o setor visitante recebe apenas 2 mil, o que derruba o segundo. Os argentinos já estudam mandar o jogo no Cilindro de Avellaneda, do Racing, ou em La Fortaleza, do Lanús.
O calendário não dá folga. As idas estão marcadas para 13 e 14 de outubro, com Fluminense x Palmeiras e Estudiantes x Flamengo, e as voltas para 20 e 21 de outubro.
O que observar é a postura do Fluminense nos próximos dias. Se exigir os 4 mil, o Palmeiras precisa adaptar setor visitante, o que mexe em camarote, bilheteria e operação de segurança, ou trocar de estádio, o que mexe na receita de dia de jogo inteira. Se aceitar o acordo, a semifinal fica onde está e ninguém paga essa conta.
Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC




