O Botafogo decidiu que o interino não vira efetivo. Rodrigo Bellão não segue no comando, e a diretoria partiu para o nome que resolve o problema de autoridade antes de resolver o de futebol: Tite.
Os contatos começaram e uma reunião foi marcada para a noite de segunda-feira, para apresentar o projeto ao treinador. Tite está sem clube desde março, quando deixou o Cruzeiro, e já tinha sido sondado em 2025, numa investida que travou por motivos pessoais. O perfil buscado é explícito: técnico brasileiro, rodado, capaz de devolver equilíbrio defensivo e organização a um elenco que anda sem as duas coisas. A apuração é do Lance!.
O contexto explica a pressa. O Botafogo aparece na 14ª colocação com 32 pontos, mais perto da confusão lá embaixo do que da parte de cima, e vem de uma sequência sem vitória que expôs a crise de gols. Trocar de treinador no meio de setembro não costuma ser plano, é reação.
O detalhe que pesa é o calendário. O time recebe o Grêmio na quarta-feira (16), às 19h30, no Nilton Santos. Se o acerto não sair a tempo, alguém precisa sentar no banco de um jogo que o clube não pode tratar como transição, porque é exatamente o tipo de confronto direto que define em qual metade da tabela o Botafogo termina o ano.
O que observar: se Tite aceitar, o Botafogo terá contratado o treinador mais caro do mercado para uma missão de meio de temporada. Se recusar, a lista curta de brasileiros com esse currículo acaba rápido.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro




