Tem noite ruim e tem o que o Botafogo viveu em Cusco. O Glorioso foi atropelado por 6 a 1 pelo Cienciano no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, a cerca de 3.400 metros acima do nível do mar, na ida das oitavas da Sul-Americana.
A altitude explica parte, não tudo. O placar se construiu num intervalo curto e brutal do primeiro tempo. Succar abriu aos 18, de cabeça, ganhando de Gabriel Justino. Dois minutos depois, Bandiera completou uma falta ensaiada. Aos 30, um erro de Warleson na saída de bola virou o terceiro. Aos 35, Martinich acertou o ângulo de fora da área. Quatro gols em 17 minutos.
Matheus Martins ainda deu um sinal de vida logo no começo da etapa final, com uma falta bem cobrada da entrada da área. Durou pouco. Bandiera fez o quinto aos 17, e Succar fechou o hat-trick aos 32, completando cruzamento de Cristian Souza em contra-ataque. Os detalhes do jogo estão na Gazeta Esportiva.
A conta para a volta é quase cruel. O Botafogo precisa vencer por cinco gols de diferença no Nilton Santos, na próxima quinta-feira, às 21h30, só para empatar o agregado. O time peruano pode perder por até quatro e ainda avança.
E o calendário não perdoa: no domingo tem Vitória pela 23ª rodada do Brasileirão, no Barradão, às 18h30. Franclim Carvalho vai precisar reorganizar o vestiário antes de tudo. Uma goleada dessas mexe com a cabeça de qualquer elenco, e a viagem para Salvador chega em três dias.
O que fica é a pergunta incômoda sobre planejamento. Jogar em Cusco exige preparação específica, e o time entregou uma defesa desmontada em jogadas de bola parada e em erros básicos de saída. Altitude castiga, mas não cobra escanteio.
Foto: JOSE ANGULO / AFP




