Existe missão difícil e existe o que o Botafogo tem nesta quinta, às 21h30, no Nilton Santos. Depois de perder por 6 a 1 para o Cienciano em Cusco, o time precisa vencer por seis gols de diferença para se classificar direto, ou por cinco para levar a decisão aos pênaltis.
Rodrigo Bellão assumiu como interino após a demissão de Franclim Carvalho e vai mexer pouco. A escalação provável, segundo o FogãoNET, tem Warleson; Vitinho, Ferraresi, Justino e Alex Telles; Huguinho, Cristian Medina, Danilo e Álvaro Montoro; Danilo Pereira e Arthur Cabral. A única mudança é a entrada do atacante recém-chegado no lugar de Matheus Martins.
O barulho maior vem de fora do campo. John Textor criticou publicamente a troca de treinador e disse que existe uma criança comandando o Botafogo, além de questionar o planejamento do clube para o jogo na altitude. É a segunda crise institucional aberta do clube em uma semana, com a venda da SAF ainda travada em disputa judicial.
O que dá para esperar em campo é limitado. Um time que tomou seis gols e trocou de treinador em 48 horas raramente reencontra estrutura defensiva de imediato, e o Cienciano só precisa não perder por muito. A tarefa realista de Bellão não é reverter, é evitar que a noite vire mais um capítulo do desmonte.
O calendário não ajuda. Eliminado, o Botafogo passa a ter só o Brasileirão pela frente, com a diretoria sob pressão e sem técnico efetivo definido. O nome do substituto é o próximo assunto, e ele deve aparecer antes da rodada do fim de semana.
Foto: Vítor Silva/Botafogo




