Existe empate que é alívio e existe empate que é diagnóstico. O 1 a 1 do Botafogo com o Bragantino é o segundo tipo.
O Alvinegro saiu atrás de um jeito cruel: Lucas Monzón mandou contra o próprio gol aos 29 do primeiro tempo. Aos 44, o Bragantino ficou com um a menos, expulsão por um tapa no rosto de Ferraresi. Ou seja, o Botafogo teve o segundo tempo inteiro com um jogador a mais em casa e conseguiu apenas o empate, com Vitinho de cabeça aos 10, após cruzamento de Alex Telles. O relato está na Band.
A conta que pesa é simples de ler: são seis jogos sem vencer no Brasileirão, com quatro derrotas e dois empates. Nesse intervalo o time saiu da parte de cima e desceu para o 14º lugar, com 32 pontos. A distância para a zona de rebaixamento virou assunto, quando há poucas semanas o assunto era outro.
O problema não é criar, é converter. Um tempo inteiro com vantagem numérica, em casa, contra um adversário que passou a jogar para segurar o ponto, e o placar não mexeu depois dos 10 minutos. Quando isso se repete, deixa de ser azar e vira característica.
O Bragantino sai com 36 pontos e o nono lugar, um resultado que vale mais do que parece: segurar empate fora de casa com um a menos por quase todo o segundo tempo é ponto conquistado, não ponto perdido.
O Botafogo precisa de uma vitória antes que a conversa mude de ambição para sobrevivência. Esse é o próximo jogo, não o próximo mês.
Foto: Band




