O Atlético-MG está na final da Sul-Americana, mas chegou lá de joelhos. Perdeu por 2 a 0 para o Montevideo City Torque no Estádio Centenário e só avançou porque tinha feito 3 a 0 na ida.
A conta fecha em 3 a 2 no agregado. Na Arena MRV, uma semana antes, Reinier, Bernard e Thiago Borbas tinham construído o que parecia uma semifinal resolvida. Em Montevidéu, o time de Eduardo Domínguez entrou para administrar e deixou o adversário crescer. O segundo gol uruguaio deixou o Galo a um gol da disputa por pênaltis. O placar e a ficha do jogo estão na Gazeta Esportiva e em O Tempo.
O padrão incomoda porque se repete. O Atlético tem sido melhor quando precisa propor do que quando precisa segurar. Com vantagem, o time abaixou as linhas e entregou a iniciativa. Contra um adversário mais forte, isso não sobrevive a noventa minutos.
O adversário da final é exatamente esse adversário mais forte. O Boca Juniors eliminou o Vasco com uma vitória por 3 a 1 no Maracanã, depois de perder a ida em casa, e chega embalado pela virada no Rio. É um time acostumado a decisão em jogo único, que é o formato da final.
A decisão está marcada para 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. Campo neutro, jogo único, sem margem para administrar nada. Para o Atlético, que perdeu a final de 2025 para o Lanús, é a chance de corrigir a última lembrança continental.
Até lá, Domínguez tem um mês para resolver o que Montevidéu escancarou: o time não sabe proteger resultado. Em final, não existe ida para compensar a volta.
Foto: Eitan Abramovich/AFP




