O Atlético-MG chegou à semifinal da Sul-Americana e descobriu que vai decidir longe de Belo Horizonte.
O adversário é o Montevideo City Torque, clube uruguaio fundado em 2007 que fez campanha melhor na fase de grupos. Foram 13 pontos no Grupo F, à frente do Grêmio, e é esse número que define o mando. Pelo critério de campanha, a volta fica no Centenário, em Montevidéu. As prováveis datas saíram no No Ataque.
O calendário provável coloca a ida na semana de 14 de outubro, na Arena MRV, e a volta na semana de 21 de outubro, no Uruguai. Quem passar joga a final em 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia.
Perder o mando da volta muda o plano de jogo. O Galo precisa construir vantagem em casa contra um adversário que se sustentou justamente pela regularidade fora, e o Centenário é campo grande, o tipo de espaço que premia quem tem fôlego e não quem tem posse.
Do outro lado da chave estão Boca Juniors e Vasco. A combinação abre a possibilidade de uma final entre brasileiro e argentino ou de um Atlético contra Vasco em campo neutro, em novembro, num estádio no nível do mar e com calor bem diferente do que os dois encontram no Brasil nessa época.
O que observar até outubro é a gestão do elenco no Brasileirão. São cerca de quatro semanas até a ida, com Data Fifa no meio, e o Atlético precisa chegar em outubro com os titulares inteiros. Semifinal com mando invertido se ganha na preparação, não na noite do jogo.
Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press




