Dezessete segundos. Foi o tempo que o Atlético-MG levou para avisar ao Santos que a vantagem de 2 a 0 da ida não ia atravessar a noite na Arena MRV.
Bernard marcou o gol mais rápido da história do estádio e tirou o recorde de Alan Franco, que tinha feito aos 22 segundos contra o Botafogo em outubro de 2025. Reinier ampliou aos 19 minutos. O Santos respondeu com um gol contra de Lyanco aos 29 e com Gabigol, mas o Atlético fechou o tempo normal em 4 a 2, com o segundo de Reinier e um de Tomás Cuello. Agregado de 4 a 4 e decisão nos pênaltis.
Dali em diante a partida virou assunto de goleiro. Gabriel Delfim defendeu três cobranças, de Gabigol, João Schmidt e Arthur Melo, e Thiago Borbas converteu a que classificou o Atlético. O resumo da classificação está no Terra e o recorde de Bernard foi registrado pelo No Ataque.
O Santos perdeu a série em cima de três nomes que deveriam ser a garantia do elenco. Gabigol, João Schmidt e Arthur Melo são os jogadores de mais rodagem do time montado para essa campanha, e foram exatamente os que pararam em Delfim. Guardar a experiência para o momento da pressão só funciona quando ela aparece.
Para o Atlético, o saldo é um plano que funcionou desde o apito inicial. O time atacou sem esperar, marcou antes de o Santos se organizar e nunca permitiu que a vantagem da ida virasse jogo controlado. Foi o oposto do que o Santos precisava.
A semifinal ainda não tem adversário definido, porque sai de Cienciano ou Montevideo City Torque, com jogos previstos para 13 e 20 de outubro.
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG




