Cinco minutos bastaram para o Atlético-MG transformar uma semifinal em encaminhamento. O Galo venceu o Montevideo City Torque por 3 a 0 na Arena MRV, na quarta-feira, e leva para o Uruguai uma vantagem que poucos times conseguem construir em mata-mata continental.
O time de Eduardo Domínguez controlou a posse desde o início e empurrou os uruguaios para a própria área. O gol que destravou a noite veio aos 36 minutos: Tomás Cuello abriu na direita para Victor Hugo, que serviu Reinier para finalizar. Aos 41, Bernard roubou a bola no meio, arrancou e entrou na área para ampliar. O relato do jogo está no Sportbuzz.
No segundo tempo, o Torque adiantou as linhas e tentou reagir, mas não criou o suficiente para assustar Gabriel Delfim. Quem decidiu foi o banco: Thiago Borbas entrou e fechou a conta aos 35 minutos.
O dado que mais chama atenção é como o Atlético resolveu o jogo sem depender de um nome só. Reinier, Bernard e Borbas, três autores diferentes, com participação de Cuello e Victor Hugo nas jogadas. Para um time que vive calendário apertado, isso vale tanto quanto o placar.
Agora a matemática é generosa. O Galo pode perder por até dois gols de diferença em Montevidéu e ainda estará na final. O City Torque precisa de três para levar aos pênaltis e de quatro para virar a série. A volta será na próxima semana, no Uruguai.
O ponto de atenção é justamente o calendário. Antes do clássico com o Cruzeiro, marcado para 29 de outubro na Arena MRV, o Atlético ainda tem a volta da Sul-Americana e rodadas do Brasileirão, com a semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio logo depois. Com a vaga praticamente encaminhada, Domínguez ganha margem para rodar o elenco no Uruguai.
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