O Palmeiras ganhou a vaga em Quito e perdeu o treinador justamente para a parte mais importante do ano.
Abel Ferreira foi expulso na partida contra a LDU, nas quartas da Libertadores, depois de reclamar com veemência de um lance de falta não marcado. A punição é de quatro jogos, e o problema não é o número, é onde eles caem.
O primeiro é a ida da semifinal da Libertadores contra o Fluminense, no Maracanã. Depois vêm dois compromissos do Brasileirão, contra Grêmio e Bahia, somados à pendência anterior do jogo com o Mirassol. Pelo cálculo do Lance!, o técnico só volta ao banco em 11 de outubro, quando o Palmeiras recebe o Corinthians no Allianz Parque, já depois da data Fifa.
Perder o treinador num mata-mata continental é diferente de perder num jogo de pontos corridos. Não é só a preleção. É a leitura de segundo tempo, a substituição em resposta ao que o adversário mudou, o ajuste que decide uma série equilibrada. O Palmeiras vai ter que resolver isso com auxiliar na beira do campo e comunicação no limite do que o regulamento permite.
Vale lembrar que essa é a segunda suspensão de Abel num período curto, o que tira do clube qualquer margem de reclamação sobre critério. Reincidência pesa em comissão disciplinar, e a próxima punição tende a ser mais dura.
O que observar até lá é como o time se comporta contra Grêmio e Bahia sem ele. São dois jogos de Brasileirão que funcionam como ensaio de um cenário que o Palmeiras não escolheu e vai viver no Maracanã.
Foto: Rodrigo Buendia/AFP




