O Palmeiras entra no clássico mais importante do seu mês com o banco vazio.
O Pleno do STJD aumentou de dois para três jogos a suspensão de Abel Ferreira pelo chute em um microfone durante a partida contra o Mirassol, pela 25ª rodada do Brasileirão. O enquadramento é o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de conduta contrária à disciplina desportiva. A relatora afirmou que o técnico "demonstrou destempero e não mediu as consequências dos seus atos", enquanto a defesa palmeirense sustentou que o tribunal julgava a pessoa e não o fato. O julgamento está detalhado na Gazeta Esportiva.
O custo prático é o que importa. Abel fica fora de três jogos seguidos do Brasileirão: o Choque-Rei contra o São Paulo, no Nubank Parque, mais Grêmio e Bahia. São três rodadas no trecho em que o Palmeiras precisa somar para não depender de tropeço alheio na parte de cima da tabela.
Perder um treinador por suspensão não é só perder o gesto de beira de campo. Abel é um técnico de ajuste, daqueles que mexem no time por volta dos 20 minutos do segundo tempo e mudam a partida sem substituição. Essa leitura passa a chegar ao gramado por rádio e por auxiliar, com atraso e sem a mesma autoridade.
Há também o efeito de repetição. Este é mais um episódio de descontrole de um treinador que já acumula passagens pelo tribunal, e o agravamento da pena em segunda instância é o recado de que o STJD não vai mais tratar o caso como lance isolado.
O próximo teste é imediato. O clássico com o São Paulo é neste sábado, e o Palmeiras vai precisar resolver dentro de campo o que normalmente resolveria na beira dele.
Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon




