O Botafogo fechou a janela com um nome que o torcedor conhece de Champions. Hakim Ziyech desembarcou no Galeão para assinar contrato até dezembro de 2028, com exames médicos marcados para esta quarta-feira, segundo a Gazeta Esportiva.
O currículo é grande. Canhoto, ponta que joga por dentro e bate falta, Ziyech tem 64 jogos e 25 gols pela seleção do Marrocos, onde é o segundo maior artilheiro da história. Foi campeão da Liga dos Campeões e do Mundial em 2021 e do Campeonato Turco em 2024/25.
O presente é menor que o currículo, e isso importa. Aos 33 anos, ele vem do Wydad Casablanca, onde chegou em outubro de 2025 e fez só 16 partidas, com 9 gols e 2 assistências. Não é pouco em produtividade, é pouco em volume de jogo. Ninguém chega ao Brasileirão em setembro com ritmo de temporada inteira.
O contexto do clube pesa tanto quanto o do jogador. O Botafogo segue com Rodrigo Bellão como interino, vinha de protesto no CT e olha para a parte de baixo da tabela mais do que gostaria. Contratar um camisa 10 de repertório é uma aposta em qualidade individual para resolver um problema que, até aqui, tem sido coletivo.
A pergunta prática é onde ele joga. Se entrar aberto pela direita para cortar e bater, é função que o Botafogo já tem coberta. Se jogar por dentro, muda o desenho do meio-campo inteiro. É a primeira decisão que o técnico, seja Bellão ou quem vier, vai precisar tomar.
Foto: Vitor Silva / BFR




