Renovar contrato de quem já tem contrato longo parece redundância. No caso de Ramon Rique, é proteção de ativo.
O Vasco encaminhou a extensão do vínculo do meia de 18 anos, que hoje vai até o fim de 2029, para o fim de 2030, com aumento salarial no pacote. O clube não divulgou valores nem multa rescisória. As informações são do Lance!.
A lógica é simples de ler. Rique soma 20 jogos e duas assistências na temporada e virou nome frequente no profissional antes dos 20 anos. Cada temporada a mais de contrato é uma temporada a mais de poder de negociação se aparecer proposta de fora, e é exatamente nesse ponto que clube formador costuma perder dinheiro por pressa.
O segundo caso é mais delicado. O contrato de Jair vence no fim desta temporada e tinha cláusula de renovação automática, que não pode ser acionada porque o jogador está lesionado. Sem o gatilho, o Vasco teve que abrir negociação nova.
O diretor Admar Lopes colocou as duas partes do mesmo lado: "O desejo do Jair é continuar, e o desejo do Vasco é que o Jair continue". A expectativa é resolver em semanas.
O detalhe que importa é o prazo. Contrato vencendo no fim da temporada significa que, sem acordo, o Vasco perde o jogador sem receber nada por ele. E negociar com o atleta em recuperação é negociar sem saber em que condição ele volta, o que costuma travar salário e tempo de vínculo dos dois lados.
O que observar é o anúncio formal das duas renovações e, no caso de Jair, se o novo contrato vem amarrado a jogos disputados.
Foto: Matheus Lima/Vasco




