O Vasco já tem adversário, datas e torcida. Só falta o estádio. A juíza Georgia Vasconcellos, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Rio, negou na noite de quarta-feira o pedido de urgência que tentava obrigar o Consórcio Fla-Flu a liberar o Maracanã para o jogo de volta contra o Boca Juniors.
A ação não foi do clube. Foi uma ação popular movida pelo sócio Marcus Vinicius de Menezes Reis, que questionava a justificativa do consórcio sobre o desgaste do gramado e apontava tratamento desigual. A magistrada entendeu que, por enquanto, não há elementos suficientes para derrubar as razões técnicas apresentadas, e que reportagens de imprensa não bastam como prova. A decisão foi detalhada pelo NetVasco e pelo SuperVasco.
O calendário aperta. A ida da semifinal é em 13 de outubro, na Bombonera. A volta, em 20 de outubro, ainda não tem casa. O consórcio alega que o gramado não aguenta a sequência, com o Flamengo jogando pela Libertadores na mesma semana. O Nilton Santos, por causa da grama sintética, foi descartado pela cúpula vascaína. São Januário tem a aprovação da Prefeitura, mas esbarra na exigência de capacidade da Conmebol para essa fase.
O caso agora pode subir para a segunda instância, onde a pergunta muda: o que já está nos autos prova descumprimento de contrato ou é preciso perícia? Perícia leva tempo, e tempo é justamente o que o Vasco não tem.
No meio disso, o time precisa jogar. Antes do Boca, vêm Botafogo e Remo pelo Brasileirão. Uma semifinal continental decidida sem saber onde se joga é o tipo de ruído que costuma chegar ao vestiário.
Foto: Lucas Merçon/Fluminense




