O Botafogo passou cerca de um mês procurando treinador e terminou com o nome mais pesado disponível no mercado brasileiro. Tite assinou até o fim de 2028, contrato longo para um clube acostumado a trocar de comando no meio do caminho.
A vaga estava aberta desde meados de agosto, quando Franclim Carvalho foi demitido. Rodrigo Bellão assumiu como interino e segue na comissão, agora ao lado de Matheus Bachi e do preparador físico Fábio Mahseredjian, dupla que acompanha Tite há anos. Os termos do acordo foram publicados pelo Terra, que aponta a fuga do rebaixamento como a missão imediata.
O contexto mudou no mesmo dia do anúncio. Tite acompanhou das tribunas a vitória por 3 a 2 sobre o Grêmio no Nilton Santos, resultado que levou o Botafogo aos 35 pontos e ao 11º lugar, segundo a CNN Brasil. A negociação começou com discurso de emergência e termina com o time fora da briga imediata contra a queda.
Isso muda o tamanho do trabalho. Tite não chega para apagar incêndio de três rodadas, chega para montar algo que sobreviva a 2027 e 2028, prazo que o próprio contrato sugere. É a primeira vez em muito tempo que o clube contrata olhando além da temporada corrente.
O ponto a observar é se a diretoria vai bancar reformulação de elenco nesse ritmo. A janela só reabre depois do fim do Brasileirão, então nas próximas 11 rodadas o treinador trabalha com exatamente o grupo que encontrou, incluindo o que Franclim e Bellão já tinham testado sem resposta.
A estreia deve ser na visita ao Mirassol, no sábado, às 17h.
Foto: Wilton Junior/Estadão




