Dorival Júnior saiu do clássico sem explicação para o placar e sem certeza sobre o próprio emprego. As duas coisas apareceram na mesma entrevista.
Depois do 2 a 1 para o Santos, de virada, no Morumbis, o técnico do São Paulo se apoiou no que o time produziu. "Tivemos um volume muito grande dentro do jogo. É muito difícil explicar", disse, segundo a Gazeta Esportiva. Em seguida, pediu que "todos os são-paulinos de verdade se unam e formem uma corrente única".
O argumento do volume tem prazo de validade. O São Paulo abriu o placar e cedeu o empate em dois minutos. Não foi a primeira vez: a Gazeta lembra que o time já tinha sofrido viradas contra Athletico-PR e Grêmio. Criar e não segurar deixou de ser acidente e virou padrão.
Os números do trabalho não ajudam. Dorival assumiu em maio, no lugar de Roger Machado, e soma cinco vitórias, seis empates e sete derrotas, um aproveitamento abaixo de 39%. O time é o 11º colocado, com 36 pontos, sete acima do Grêmio, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.
O futuro é o ponto mais delicado. O contrato vai até 31 de dezembro, e quem decide a renovação é o presidente que será eleito no início de dezembro. Perguntado, Dorival devolveu a questão ao clube: "Temos que saber se o São Paulo deseja continuar com o Dorival". E pediu calma, para deixar "as pessoas se estabilizarem dentro do clube", de acordo com a Gazeta.
O pano de fundo explica o pedido de união. O elenco está com três meses de direitos de imagem atrasados, e o clube carrega uma dívida na casa de R$ 1 bilhão, segundo o mesmo veículo.
Na quarta-feira, o São Paulo visita o Cruzeiro no Mineirão, às 21h30. Restam dez rodadas, e uma margem de sete pontos encolhe depressa para quem não consegue segurar vantagem.
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC




